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junho/2001 |
Esse é o Batman ;-) |
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9.5.03 2.5.03 Música linda do dia: Ney Matogrosso - Retrato em branco e preto, do Chico, com Rafael Rabelo humilhando no violão.
29.4.03 E por falar em argentino, tem esse episódio ótimo que recebi por email: ---- E lá foi a brasileirada trem adentro. Com o trem já em movimento, chega a mulher pra conferir os bilhetes. O primeiro a ser interpelado fui eu. A mulher pegou o bilhete, virou-se pra mim e disse aos berros: "Get out, right now!!!" Eu ainda pensei: Será que eu vou ter que me atirar pela janela? A maldita pegou um intercomunicador, resmungou alguma coisa e, acreditem, o trem non-stop parou na próxima estação. Os alemães foram todos para a janela ver qual seria o motivo. Já ciente da minha expulsão, avisamos os demais brazucas para saírem também, já que o bicho ia pegar. Cenário montado: trem non-stop parado, todos os alemães na janela pra saber o motivo e uns trinta brazileiros sendo expulsos. Então uma alma teve a idéia brilhante: "Aí, galera! Não vamos levar este mico pra casa, não!!!" E desembarcamos gritando em coro: "AR-GEN-TI-NA! AR-GEN-TI-NA! AR-GEN-TI-NA!"
Outro dia se comentava numa lista de discussão sobre como é se sentir analfa estando num país estranho, onde se fala qualquer coisa, menos seu idioma. Já me senti assim em Buenos Aires. É comum os brasileiros acharem que o espanhol/castelhano é fácil, por "ser parecido". Rá. Na imigração foi mole, brasileiro nem precisa de passaporte pra entrar na Argentina - basta o RG. E o cara fez uma única pergunta. Tirei de letra (-Yes.) e segui em frente. Como havíamos perdido o vôo da noite anterior, teríamos que nos virar pra chegarmos ao hotel por conta própria. -Um táxi - pensei. Pois foi chegar ao balcão de táxi pro desespero bater. Atendentes de empresas concorrentes disputavam os clientes a gritos, soltando centenas de palavras imcompreensíveis por minuto. Como um dos nossos arranhava o espanhol, endendemos apenas o suficiente para saber que estavamos no rumo errado: o preço. Algo em torno de 100 reais, em valores atuais, para a corrida. Nesse momento eu tomei uma das decisões mais acertadas da minha vida. Fui para o bar do aeroporto e tomei algumas cervejas. Aproveitei a ocasião para aquecer meu portunhol de quinta com o garçom (argentino é mesmo marrento, concluí, logo aos 5 minutos de conversa). Meia hora mais tarde reconhecemos o logotipo da nossa agência de turismo, colado numa daquelas plaquinhas que o pessoal segura no desembarque. Expliquei que tinhamos perdido o vôo na noite anterior etc e se não poderiam nos tirar dali. A moça pegou o rádio, confirmou nossos nomes e disse que ok. Passei o final de semana perdido no idioma, tendo que apelar pro inglês em 70% do tempo. Quer dizer, eu começava tentando o espanhol, passava para o portunhol e acabava no inglês. As situações mais engraçadas eram nos restaurantes, quando eu pedia para que identificassem o que era aquilo no meu prato. Metade eu consegui identificar. Antes não tivesse. E argentino ainda é filho da puta, pois fingem que não entendem absolutamente nada de português, mesmo os funcionários do hotel. Até eu descobrir que banheiro era "casa de baño", já tinha quase me mijado. É claro que se você ler "casa de baño" em alguma porta, fica fácil associar. Mas ter que adivinhar... E dá-lhe mico: "-Banheiro, ba-nhe-i-ro, bathroom, xixi, sshhhii, urina." Fora a mímica patética. E o balconista lá, sorrizinho irônico no canto da boca, fingindo que não estava entendendo picas. FILHO DA PUTA! Dois dias depois, um quilo e meio a mais e muito álcool no sangue, embarquei de volta para São Paulo. Grande cidade é Buenos Aires. Espero voltar lá.
Mulher é um bicho esquisito e complicado mesmo quando trata de coisas básicas, como a cor. Cor: azul, vermelho, amarelo... Cor, sabe? Então, a mulherada do mundinho fashion adora criar cores novas, que elas vendem como "novas tendências". Coisa que os homens entendem simplesmente como variações do verde - verde claro, verde escuro -, nas passarelas e ateliês atendem por abacate, limão etc. Parece haver uma predileção por alimentos, repare. O exemplo mais famoso de alimento que virou cor é o salmão, sem dúvida. Para quem ainda não sabe (em que planeta você vive?), salmão é aquela cor que, na escola, pessoas com mais de 25 aprenderam como sendo laranja claro. E dá-lhe salmão, abacate, berinjela, uva... Uma verdadeira variedade gastronômica! Mas hoje eu li uma nova cor que... bem, vejam vocês mesmos: Cebola. Bom, faz sentido. Cebola. Sabe que me deu mesmo vontade de chorar?
10.2.03 5.2.03 23.1.03 21.1.03 Se o cara chega e muda tudo de uma hora pra outra é porque é louco (e, na minha opinião, irresponsável). Enquanto estavam só nas piadas de analfabeto e aleijado, estava melhor.
20.1.03 Certo dia, logo em suas primeiras semanas de vida, incomodada pelas cólicas, Laurinha não parava de chorar. Mesmo a virando de bruços nos braços, posição que sempre a acalmava, o choro persistia. O pai resolveu então apelar para uma das únicas coisas que o acalmavam: a música. Se funcionava com ele, funcionaria com a filha, pensou - mais por desespero do que por razão; vê se tem lógica acabar com a dor ouvindo música. Mas enfim. Aproveitando o CD dos Secos & Molhados que estava no aparelho, ele colocou Rosa de Hiroshima para tocar. O choro parou, aqueles olhinhos perdidos percorreram o ambiente, como que se procurassem de onde vinha aquela coisa estranha que chamamos de música. Algumas vezes depois o pai colocou aquela canção para Laura ouvir, sempre com a certeza de que ela gostava daquilo. Os meses foram passando e o CD ficou esquecido junto aos outros. Até que certo dia, muitos meses depois, o pai de Laura lembrou e colocou a música novamente para ela ouvir. Laura então reagiu de maneira surpreendente. Gritava, agitava os braços e depois parava para olhar fixamente o aparelho e o pai. E novamente agitava os braços, balbuciava alguma coisa, olhava para o aparelho e olhava para o pai, como se dissesse: "Ei, papai, eu conheço essa música! É aquela que eu gosto!". Seu pai então derramou duas lágrimas e ganhou a semana. Laura, eu te amo, filha.
Mandaram o boy comprar uma régua de 60 cm. Como ele não achou, trouxe duas de 30 cm. Ótima maneira de começar a semana! :-D
17.1.03 16.1.03 A partir de um comentário deixado no Elesbão, fiquei pensando nas pessoas que vivem formatando suas máquinas. Disse lá: "Sempre me assombro quando ouço as pessoas dizendo que tiveram que formatar suas máquinas, muitas vezes com naturalidade (conformismo?)." É um tal de "formatei 3 vezes", "formatei ontem de novo", que às vezes eu me pego em dúvida sobre a necessidade de tal medida. Claro que tem aqueles que dizem isso com orgulho, como se formatar a máquina constantemente demonstrasse uma certa superioridade sobre os pobres mortais que apenas usam seus computadores. E concluí: Isso me lembra o cara que para desligar a TV sempre puxava o fio da tomada."
Música linda da História: Radiohead - Let Down Na minha opinião, uma das músicas mais belas já criadas pelo ser humano.
E dizem que o Thom Yorke deixou escapar que o Radiohead vai lançar um disco "feito para as pessoas transarem". Atenção fãs da banda (eu incluso): muito cuidado com a ejaculação precoce. ;-)
Ontem, por circunstâncias que não vêm ao caso, me recordei de uma brincadeira idiota que a molecada fazia na minha época: arrancar os óculos dos outros. Pobres das crianças que, como eu, precisavam de um par de lentes no meio da cara para poder enxergar o mundo (minha miopia sempre foi forte). Sempre tinha um engraçadinho que vinha insistir em alguma coisa e diante de uma negativa arrancava os óculos do meu rosto e ameaçava: "-Só devolvo se você...". Só quem não enxerga bem sabe o ódio visceral que isso causa. Você ali, sem poder de reação, tentendo enxergar alguma coisa enquanto o paspalho se diverte escondendo seus olhos. Ódio, muito ódio. Essa deve ser a coisa que mais me tira do sério na vida. Mesmo que às vezes eu consiga disfarçar. Você que me lê e já fez essa besteira alguma vez na vida, deveria se sentir muito envergonhado agora.
15.1.03 Existe expressão mais feia do que "Pegar pra Cristo"? Sim, existe. Qualquer uma com as palavras "releitura" e/ou "agregar". Bleargh.
14.1.03 10.1.03 Música linda do dia: The Smiths - Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me Essa foi uma das duas músicas dos Smiths que o Morrisey tocou logo no início do seu show em São Paulo. Grande momento. Fiquei uns 20 minutos em transe.
9.1.03 Desabafo. Me assombro com a capacidade de certas pessoas em distorcer os fatos. Distorcem tanto o que eu digo que fica até parecendo que eu é que sou maluco. Pior que essa distorção muitas vezes é passada adiante como verdade.
8.1.03 Cena: fusca andando lentamente na faixa da esquerda de uma avenida movimentada em São Paulo. Adesivo colado na traseira: todo corno é apressado.
7.1.03 Ontem a noite fui acordado pelo grito estridente da minha cunhada na cozinha. Levantei assustado do sofá, dei uma pausa no filme e fui correndo ver o que acontecera. - Aaii! Uma barata! Uma baratona! Entrei na cozinha esperando encontrar algo do tamanho de um poodle, pela descrição que ela me deu antes de correr pra sala e se "esconder" atrás das cadeiras da mesa de jantar. Minha namorada, que me acompanhava no filme, também acordou e acompanhou tudo. Todo mundo sabe que uma das três funções do macho humano é matar baratas, e eu não podia me negar a cumprí-la. Não ali, na frente da minha namorada. Olhei para a barata sobre o balcão, lançando meu olhar enfurecido até que ela se escondesse. Aliviado, dei a notícia tranquilizadora: - Ela já foi embora. As duas, cunhada e namorada, foram então conferir se a barata tinha mesmo sumido. Pelos gritos que se sucederam, descobri que ela tinha voltado. Levantei então com o chinelo na mão, decidido a encarar de vez o problema. - Lá embaixo da cesta! Mexe que ela sai. Acho errado mexer com quem está quieto, mas não era hora de explicar meu raciocínio. Dei um tapa no balcão e o monstro reapareceu, mexendo suas antenas como se me desafiasse. Aproveitei os dois segundos de coragem que me surgiram e dei uma chinelada nela. Aqui abro um parênteses. Uma chinelada num momento como esse tem que ser extremamente técnica, como só um macho legítimo da minha espécie sabe dar. Não pode ser de cima pra baixo, pois assim pode-se esmagar a barata e vai acabar sobrando pra você limpar o creme. Não pode bater na sua própria direção, pois corre o risco dela cair na sua barriga e você acabar dando a impressão que tem medo de barata, devido a alguma reação não planejada. Tem que ser um "tapa" que faça com que ela vá para uma área onde possa ser finalizado o combate, como o piso da cozinha. Esse tapa precisa também fazer com que a barata já caia meio tonta, pois senão ela vai acabar fugindo e se escondendo novamente, o que vai apenas adiar a batalha. Enfim, tem que ser algo muito técnico e pensado. Fecha parênteses. Com a baratona lá no chão, meio atordoada, deixei o chinelo cair sobre ela duas vezes (lembre-se de não esmagar a criatura, sob pena de ter que limpar depois) até que ela ficasse sem condições de reagir. Ainda sob efeito da adrenalina, peguei quatro pedaços de papel-toalha, dobrei bem, recolhi o que sobrou do chão e joguei no lixo. Voltei pra sala com um aspecto vitorioso, porém sem demonstrar muita euforia, afinal aquilo ali era apenas uma das três funções triviais e fundamentais do macho na Terra. As outras duas? Ora, todos sabem: trocar pneus e lâmpadas. Se bem que essa última vêm sendo ameaçada por mulheres sem noção que insistem em querer fazer o trabalho por si mesmas, mas isso já é uma outra história. Deitei novamente no sofá, dei "play" no filme e voltei a dormir.
21.7.02 Vidente lê o futuro pelas linhas da bunda! \n'; document.write(barra); } } changePage();
Eu também leio, mas o passado.
18.7.02 Sites de rumores x Apple, a novela Tá vendo? Fizeram novamente aquele auê todo e agora vão ficar aí com cara de criança que ganha cueca de presente no Natal. Se bem que o Jaguar é um belo brinquedo...
No sábado passado fui à festa anos 80 da Autobahn, ali no Gotham Alternative Pub. Esperava mais. Bem mais. A única coisa que me impressionou foi ver a morte em pessoa, sentada no bar tomando um drinque. E por falar em drinque, fuja da cerveja que eles servem nesse lugar. Qualquer nariz desprotegido nesse inverno é mais gelado que a Bohemia vendida ali.
12.7.02 Música linda do dia: Belle & Sebastian - Fiction Como esses caras conseguem fazer uma música tão linda tocando apenas uma única tecla do piano de cada vez?
"Modéstia à parte, sou um homem que deu certo. Sou o que muitos homens gostariam de ser: 1500 mulheres, motos, bois, vinhos, carros, cavalos... sou um homem feliz, tenho amigos e o pau mais usado no Brasil." Entrevista com Oscar Maroni, o dono do Bahamas.
10.7.02 O post logo abaixo é uma brincadeira inspirada na notícia que o Danilo manda: Quanto valeriam essas? ;-) obs.: Danilo, Kaiser?!
Logo após chegarem ela já tinha escolhido onde sentar. O garçom veio solícito, entregando o cardápio. A primeira discussão foi rápida, e em menos de dez minutos eles já sabiam o que pedir. Faltava apenas aguardar o garçom retornar. - Queremos uma porção de iscas de frango empanado com cheddar. Pronto, agora ferrou. Ela novamente abriu o cardápio, consultando todas as opções, enquanto balbuciava: "Acho que vou querer um suco mesmo..." Ao final da segunda consulta ao cardápio, ela toma a decisão: Maldito garçom, podia ter trazido qualquer um logo... - Ah, o sabor? Do que vocês tem? - pergunta ela, enquanto abre novamente o cardápio e inicia outra consulta. O garçom diz uma dúzia de nomes de frutas, mas ela só ouve a última: O garçom anota o pedido e se prepara para recolher o cardápio, quando ela interrompe: Dessa vez bastam alguns segundos para que ela decida o que vai beber:
Música linda do dia: Secos & Molhados - Rosa de Hiroshima Eu fico aqui pensando o que deve ter sido o lançamento desse disco naquela época... Há alguns meses, a Folha elegeu essa como a melhor capa de discos brasileiros de todos os tempos. Mas será que só a capa é a melhor? Esse talvez não seja o melhor disco brasileiro já lançado? O mais revolucionário, pelo menos? Jean, você que sempre tem uma história bacana sobre a música brasileira, o que tem a dizer?
O texto do Mario sobre o Star me lembrou que a Xerox é historicamente inovadora e pateta ao mesmo tempo. Me parece que essa é a companhia que mais teve grandes invenções e tecnologias criadas em seus laboratórios, mas que hoje não detém direito sobre nenhuma delas. Fora o mouse, a interface gráfica e o DOS, que todo mundo já sabe, foi nos labs da Xerox também que foi desenvolvida a linguagem Postscript. Dois jovens engenheiros desenvolveram essa linguagem que criaria a editoração eletrônica como ela é hoje conhecida. Levaram o projeto adiante, mas os engravatados da Xerox recusaram: "Para que serve isso?" Os dois engenheiros decidiram então fundar sua própria empresa e tocar o projeto adiante. Deram a essa empresa o nome de Adobe e o resto é história.
Google, toma: blogchalk, Portuguese, Brazil, Sao Paulo, Jabaquara, Jardim Paulista, Marcos, Male, 26-30
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